quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Final de ano

Quando eu abro a porta do armário e vejo o calendário, o dia, o mês, o dezembro indo embora e as horas do dia
percebo que não tenho mais o que fazer, mas tudo bem, não há nada demais.
Contudo eu começo a ficar em silencio por mais tempo do que de costume, quero privacidade
quando era importante se fazer presente, agora só quero ficar inerte...
Não gosto que me peçam coisas, não gosto que me tirem palavras que eu não quero dizer

Eu gosto do meu silêncio, e ficar dentro dele apenas matutando comigo mesmo
não faço questão de nada, não me interesso por nada, eu me guardo pra quando for preciso
por tudo que eu planejei, eu respeito as lembranças, mas não me recordo de nada
acredito que não seja só eu, mas de qualquer forma o que importa é que nada ultimamente importa
podem dizer que eu fico arrogante nessa época, se esta for a sua forma de deduzir atos
Se já não faço questão de olhar para as pessoas nos olhos, nessa época eu até evito a presença
eu prefiro evitar o acaso.

Parece que estamos embalados demais indo em direção a um grande muro
esse clima todo é hostil, inseguro, são festas, viagens e muito contato físico
tudo parece perder o gosto, o sabor, o toque fica mais rude

o ano acaba mas tudo ainda é novo como sempre
eu já vi essa figura perdida no baralho
por isso me chame quando fevereiro acabar
não há nada que eu possa te dizer agora, estou entorpecido
sem pensar direito, sem vontade de sorrir amarelo
estou apenas quieto, tentando permanecer vivo entre estes meses
é a insegurança travestida de silencio.

Matheus Longaray

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